Por Lucas Avelar: voz;Flávio Henrique: violão;Kiko Mitri: baixo;Serginho Silva: percussão;Marcelo Rocha: clarinete;Warley Henrique: cavaquinho
Brasil /Choro
Meu santo João
(Lucas Avelar)
Uma vez desperto você diz não entender
Mas se adormece compreende sem nem ver
É a má condição de sonhar pra caber
É um tiro em vão pra saber
E quando chega lá em casa num pé
Pra não cair se apóia na estante
Derruba meus santos e apaga minha vela de sete dias
Não pede desculpa, parece em luta consigo por dentro
A vizinha veio reclamar
Te defendi, ouvi um sermão
Folgado pra lá, bebum para cá, minha orelha vermelha
Eu juro João, não te quebro o galho mais não
No dia seguinte parecia ficção
É bala perdida, caminhão na contramão
Tua letra, um bilhete e um caco quebrado
Do meu santo amigo dizendo obrigado
Milagre!
Por Lucas Avelar: Voz, Violão;Kiko Mitri: Baixo;Serginho Silva: Percussão;Ricardo Fiúza: piano, teclado;Juliana Perdigão e Mila Conde: vocais
Brasil /Samba
Samba de preto-véio
(Lucas Avelar)
Sim, eu sambo devagar
Sambo à meia luz
Meu samba é como bossa
Aos poucos te seduz
É um samba de crioulo doido
É um samba de preto-véio
É um samba com amor pra dar
Que com magia impõe respeito
Não conta mentira
Faz de conta que é neném
Ele existe o tempo inteiro
Existe com ou sem.
Por Lucas Avelar (voz, violão, vocais)/ Flávio Henrique (vocais)/ Lincoln Cheib (bateria)/ Adriano Campagnani (baixo)/ Ricardo Fiúza (teclado)/ Paulinho (trompete)/ Vinícius (sax tenor)/ Renato Goulart (arranjo metais);
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Por Lucas Avelar (voz, violão); Adriano Campagnani (baixo); André "Limão" Queiroz (bateria); Reginaldo Silva (guitarra, violão de aço); Flávio Henrique (percussão industrial);
Rock /Alternativo
Trabalho Dobrado
(Lucas Avelar)
De nove a meio-dia eu lavo roupa,
De meio-dia às duas como, bebo, faço a digestão,
Das duas às quatro eu prenso cana só pensando em cama,
É duro ter que trabalhar com a mão.
De quatro às sete eu to mais acordado,
Quero trabalhar dobrado pra poder me ir mais cedo,
Mas só às nove acaba,
O trabalho é uma cilada que repete o mesmo enredo.
De nove à meia-noite eu bebo cana,
Acho pouco, mas engana o meu dia de trabalho,
Da meia-noite às três eu me encontro com a Mercês,
Ela me diz o quanto eu valho.
De três às nove eu durmo feito anjo,
Deus me poupa os desarranjos que pegam os meus irmãos,
E só acordo com meu pai me dando roupa pra eu lavar
E o sol cegando toda minha visão.